O silêncio do apartamento era quebrado apenas pelo ritmo calmo da respiração dela sobre o peito dele.

A luz da lua entrava pela fresta da cortina, desenhando linhas prateadas na pele quente dos dois. Ele afastou uma mecha de cabelo de seu rosto, traçando uma linha suave com os dedos desde o pescoço até os ombros. Ela despertou com o toque, respondendo com um sorriso cúmplice que dispensava qualquer palavra. Naquela penumbra, o mundo lá fora deixou de existir. Entregues ao magnetismo do momento, os sussurros cúmplices guiaram suas mãos, reacendendo um desejo antigo que os consumia pacientemente.